Primeiro, porque canso-me de tanto drama a minha volta, das decisões idiotas que vejo pessoas a tomar; Porque canso-me de ver os mesmo esquemas clichés, porque mesmo sabendo que são esquemas básicos, as pessoas acabam por cair neles, canso-me porque é ridículo;
Segundo da monotonia, farto-me de fazer as mesmas coisas vezes sem conta, já como se fosse mecânico, como se o meu corpo respondesse de forma espontânea; como se eu conhecesse já a acção. Odeio!
Terceiro, farto-me de ganhar e de perder pessoas a minha volta, num minuto tenho-as, noutro, logo a seguir já não as encontro a meu lado. Novas prioridades se estabelecem, novos amigos se fazem, novos momentos ganham um valor mais alto do que aquele, que de facto uma vez ocupamos, e isso desilude-me, magoa-me, mas ao mesmo tempo de forma tão contraditória que ensina. Ensina-me que nada é duradouro, nem ás vezes simples amizades, nada o é.